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CPI da JBS deve pedir prisão de ex-procurador à PGR, diz site

O senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO), presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI) da JBS, deve recorrer à Procuradoria-Geral da República, ainda nesta quarta-feira (6), para que o órgão peça a prisão do ex-procurador Marcello Miller ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Para ele, Miller teve papel central no direcionamento da delação da JBS. “Informo à Vossa Excelência que já dispomos de um conjunto de evidências que robustecem a convicção de que o ex-procurador Marcello Miller integrou, de maneira muito clara, a organização criminosa chefiada pelos controladores dos grupos J&F e JBS”, diz o senador, no documento.

Em depoimento aos integrantes da comissão, na semana passada, Marcelo Miller disse que não cometeu crimes, mas que teria feito uma “lambança”.

Ele alega que não avaliou as percepções que poderia gerar a saída dele da Lava Jato para a consultoria da JBS. Marcelo Miller atuou como consultor jurídico nos acordos de leniência e de delação da JBS e J&F, poucos dias após deixar a Procuradoria-Geral, onde atuava no grupo de trabalho da Lava Jato.

O ex-procurador criticou o pedido de prisão feito pelo então procurador-geral Rodrigo Janot.

Miller é acusado de orientar os delatores para fecharem acordo com a Procuradoria.

O presidente da CPI, senador Ataíde Oliveira, do PSDB, acusou o ex-procurador de ceder aos recursos da JBS. Na época em que a denúncia contra Michel Temer foi divulgada, o presidente ligou o ex-procurador Marcelo Miller ao então procurador-geral, Rodrigo Janot, autor da denúncia.

Na CPI, Miller negou ser próximo a Janot ou ter orientado Joesley para gravar Michel Temer no Palácio do Jaburu. Apesar do ex-procurador ter um habeas corpus para permanecer calado, Marcelo Miller respondeu às perguntas dos parlamentares da CPI da JBS.

Por Notícias Ao Minuto

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