Falso médico procurado pela PF apresenta-se voluntariamente em Caruaru

Leonardo de Moura Cintra, que está sendo investigado como falso médico por ter atuado no Hospital Regional do Agreste, em Caruaru, por 10 anos, sem ter concluído o curso de Medicia, se apresentou nesta sexta-feira (08), na Delegacia da Polícia Federal (PF), na cidade do Agreste pernambucano. De acordo com o delegado Dário Sá Leitão, que ouviu o depoimento do suspeito, Cintra estava acompanhado do advogado José Olímpio. Ele foi liberado após depor.

 Entretanto, o delegado informou que Leonardo de Cintra Moura foi indiciado por exercício ilegal da medicina e falsidade ideológica e responderá ao processo em liberdade.

“No final da faculdade, ele perdeu uma disciplina de pneumologia que era pré-requisito para o internato, mas ele conseguiu uma liminar para fazer o internato. Depois disso conseguiu fazer a residência e não conseguiu concluir essa disciplina com êxito. Isso resultou na não formatura dele no curso, mas como ele já tinha conseguido se matricular nessa residência, ele conseguiu se formar na especialidade de cirurgia geral em residência e não conseguiu o diploma de médico. Então, ele forjou um diploma de médico na verdade, pegou um diploma de terceiro e colocou os dados dele nesse diploma e conseguiu apresentar para ser contratado pelo Governo do Estado com esse diploma falsificado e um CRM que ele escolheu aleatoriamente”, explicou o delegado.

ENTENDA O CASO
A fraude foi descoberta depois que Leonardo de Moura Cintra emitiu um atestado para um paciente que tinha se submetido a uma cirurgia, no Prontolinda, no Grande Recife. O documento foi conferido pela empresa em que o paciente trabalhava e o nome do médico não batia com o número do registro no Conselho Regional de Medicina (Cremepe).

A partir daí, o Cremepe também descobriu que Cintra, que tem 36 anos, atuava como cirurgião no Hospital Regional do Agreste há dez anos. Registros mostram ainda que ele chegou a ser chefe do setor de emergência do próprio hospital.

De acordo com José Bezerra, diretor do Hospital Regional do Agreste, ele foi nomeado para o HRA após uma seleção simplificada na Secretaria Estadual de Saúde. “Em 2004, em nova seleção, ele foi aprovado e também nomeado. É tanto que ele tinha duas matrículas aqui como profissional médico. Nós tivemos que atualizar o cadastro de todos os nossos profissionais e aí, quando digitamos o CRM dele, foi identificado que era de uma médica”, explicou.

A investigação é de responsabilidade da Polícia Federal. “Ele poderá ser indiciado por exercício ilegal da medicina e também por falsidade ideológica. Essas penas variam de um até cinco anos de prisão”, afirma Giovani Santoro, assessor de comunicação da Polícia Federal.

Por pe360graus

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