O último compromisso do Santa Cruz antes da estreia na Série D levantou algumas dúvidas sobre a preparação da equipe para o Brasileiro. Com quatro alterações em relação ao time que passou a maior parte da intertemporada como titular, os tricolores perderam por por 2 a 1 para os reservas do Salgueiro. Ineficientes na criação de jogadas e na marcação, os tricolores deixaram o gramado do Arruda ouvindo protestos de parte da torcida. Agora, Zé Teodoro terá uma semana
para fechar as feridas abertas no apagar das luzes.
Quando esperava-se uma melhora no entrosamento do time, o reencontro com a torcida após a temporada de treinos em Cupira mostrou uma faceta do grupo coral que os torcedores não conheciam. Com erros excessivos de passe e de marcação, os tricolores estavam perdidos taticamente. O primeiro lance de perigo foi do Salgueiro, e somente aos 21, quando o meia Robertinho, em cobrança de falta, obrigou Tiago Cardoso a boa defesa no centro da meta.
Nem mesmo o susto acordou a equipe da casa, que não conseguia articular jogadas ofensivas e só apresentou algum perigo em duas oportunidades. Uma com Weslley e outra com Paulo Renê, mas as duas se perderam pela linha de fundo. A morosidade tricolor teve um preço. Aos 43 minutos, Edu Chiquita entrou com a bola dominada na grande área e foi derrubado por Jeovânio, que chegou atrasado na marcação. Na cobrança do pênalti, Juninho Cearense bateu forte, marcando o primeiro gol do jogo.
Mesmo insatisfeito com o rendimento de sua equipe no primeiro tempo, Zé Teodoro resolveu voltar do vestiário sem nenhuma alteração. Logo nos primeiros instantes, foi possível perceber que o puxão de orelhas do intervalo surtiu efeito. Pelo menos, nos minutos iniciais, quando Weslley e Caça-Rato passaram a se movimentar mais e criaram algumas chances.
Mas o Salgueiro não estava morto. Aos 15 minutos, Zé Teodoro fez sua primeira modificação, tirando Cléber Goiano para a entrada de Renatinho. Com a alteração, Weslley passou a atuar na ala enquanto Renatinho formou a meia com Têti. O Santa Cruz ainda se adaptava à nova estratégia, quando Lipe aproveitou uma falha da defensiva tricolor, entrando nas costas de Thiago Matias e batendo sem chances para Tiago Cardoso. Com a desvantagem ampliada, o Santa Cruz foi para o tudo ou nada. Aos 23 minutos, Caça-Rato invadiu a grande área e foi calçado por Eridon. Se redimindo da falha anterior, Matias cobrou com categoria diminuindo para 2 a 1.
A reação coral parou por aí. Inquietos com o que presenciaram, os torcedores ensaiaram algumas vaias e deixaram o Arruda despidos da certeza que acompanhava os tricolores até então. A partir de amanhã, quando o elenco se reapresenta, Zé Teodoro terá alguns treinamentos para ajustar os últimos detalhes e recuperar a confiança no favoritismo na luta pelo acesso.
Santa Cruz
Thiago Cardoso; Cléber Goiano (Renatinho), André Oliveira, Thiago Matias e Dutra; Jeovânio (Chicão), Memo, Weslley e Têti (Johnatan); Caça-Rato e Paulo Renê. Técnico: Zé Teodoro.
Salgueiro
Luciano (Romero); Rogério Serra (Murilo), Eridon, Alexandre (Mateus) e Rogério Júnior (Mazinho); Wendel, Renê, Edu Chiquita (George) e Robertinho (Edmar); Fernando (Hugo) e Juninho Cearense (Lipe). Técnico: Neco.
Local: Arruda. Árbitro: Enéas Leite. Gols: Thiago Matias (SC) Juninho Cearense e Lipe (SG) Cartões amarelos: Rogério Júnior, Romero, George, Eridon e Wendell (SG). Público: 1.658. Renda: R$ 13.850,00.
Por DP