Em reunião de emergência marcada para esta segunda-feira 30 no Palácio do Planalto, o governo discutirá a decretação de uma espécie de intervenção federal na tríplice divisa entre Amazonas, Acre e Rondônia, área de conflito agrário.

 A reunião definirá a reação aos quatro assassinatos registrados em menos de uma semana de agricultores. O objetivo é evitar novas mortes no campo, em regiões de conflito agrário e pressão por desmatamento.

A principal proposta que será levada à reunião é criar, via decreto presidencial, uma  área sob Limitação Administrativa Provisória (Alap), abrangendo os municípios de Lábrea (AM), Boca do Acre (AC) e Porto Velho (Rondônia). No caso do Pará, o diagnóstico é que assentados não conseguem resistir às pressões para produzir carvão e cortar madeiras em áreas de proteção ambiental.

“Nosso foco são as pessoas marcadas para morrer”, afirmou o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho. Desde terça-feira, quatro agricultores foram mortos na região amazônica e pelo menos três deles haviam denunciado a ação predatória de madeireiros.

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